sábado, 6 de novembro de 2010

POEMA DO MÊS!


A MORTE DA ESPERANÇA

Aves de rapina, monstros, criaturas.
Seres disformes e olhares malignos
nutrem-se do fim de todos os destinos,
enterrando-os em imundas sepulturas

Todos os sonhos, sinas e vontades
se extinguiram, todos, naquele instante.
E o desespero ergueu-se triunfante
nas ruínas das eternas crueldades

Tudo morre, tudo erra, tudo falha,
quando o fim nos enlaça em sua mortalha
nos afogando na desconfiança

Momento ímpar, o fim do universo,
o fim até, deste desprezível verso.
O fim trágico de toda a Esperança

Bruno Henrique Pereira

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